Três câmbios, três manutenções
O Peugeot 208 automático já teve três transmissões bem diferentes no Brasil. Saber qual é a sua é o que define o fluido e o procedimento:
| Versão | Câmbio | Tipo | Fluido |
|---|---|---|---|
| 208 1.6 automático (primeiros anos) | AL4 | Automático convencional, 4 marchas | Fluido especificado para o AL4 |
| 208 1.6 automático (linha seguinte e 2ª geração) | EAT6 (Aisin) | Automático convencional, 6 marchas | ATF de especificação AW-1 |
| Novo 208 1.0 turbo | CVT | Continuamente variável, marchas simuladas | Fluido CVT especificado |
Intervalo que recomendamos: 60.000 km em uso normal · a partir de 40.000 km em uso severo.
AL4: o câmbio que fez fama (ruim)
O AL4 ficou conhecido por problemas. A maioria, porém, é agravada por fluido velho: o corpo de válvulas e as solenoides desse câmbio são muito sensíveis à contaminação. Os sintomas clássicos são trancos, câmbio entrando em modo de emergência (luz de “sport/neve” piscando) e trocas erráticas. Trocar o fluido com frequência é a melhor defesa desse câmbio.
EAT6: robusto, desde que com o fluido certo
O EAT6 é um câmbio Aisin de 6 marchas, o mesmo tipo usado em vários Citroën e em outras marcas. Usa ATF de especificação AW-1 (norma JWS 3324). Com fluido genérico ou vencido, aparecem trancos nas reduções e demora para engatar.
Novo 208 com CVT
No 208 turbo mais recente, o câmbio é um CVT. Nunca use ATF nele: o fluido CVT tem aditivos de atrito próprios para a correia metálica.
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