O câmbio CVT (transmissão continuamente variável) virou o automático mais comum entre os carros compactos e SUVs vendidos no Brasil. Nissan Kicks, Honda HR-V, Toyota Corolla, Renault Duster, Fiat Strada e Pulse usam CVT. Ele é suave e econômico, mas depende do fluido mais do que qualquer outro câmbio.
Como o CVT funciona, e por que o fluido é tão importante
Em vez de engrenagens fixas, o CVT tem duas polias de diâmetro variável ligadas por uma correia metálica. Conforme as polias abrem e fecham, a relação de marcha muda de forma contínua, sem “degraus”. As “marchas” que aparecem no painel de alguns modelos são pontos simulados pelo módulo.
Toda a força do motor passa pelo contato entre a correia e as polias, e quem garante esse contato é o fluido CVT. Ele tem aditivos de atrito específicos, que fazem a correia “agarrar” nas polias sem escorregar, além de lubrificar e refrigerar o conjunto. Quando esses aditivos se esgotam:
- a correia começa a escorregar em arrancadas e subidas;
- o escorregamento gera calor e marca a superfície das polias;
- com polias marcadas, o problema deixa de ser manutenção e vira reparo.
Por isso nunca se usa ATF comum em CVT, e por isso o fluido certo para cada fabricante faz tanta diferença.
Qual fluido vai em cada CVT
| Fabricante do CVT | Carros | Fluido |
|---|---|---|
| Jatco (grupo Nissan) | Nissan Kicks, Versa, Sentra · Renault Duster, Captur, Sandero, Logan, Oroch · Mitsubishi Outlander | NS-3 (Nissan/Renault) · CVTF-J4 (Mitsubishi) |
| Honda | HR-V, City, Fit, WR-V, Civic 2017+ | Honda HCF-2 |
| Toyota | Corolla 2015+, Corolla Cross 2.0, Yaris | Toyota CVT Fluid FE |
| Aisin (Stellantis) | Fiat Strada, Pulse, Fastback 1.0, Argo e Cronos CVT, Mobi CVT, Peugeot 208 turbo | Fluido CVT compatível com o câmbio Aisin |
| Outros | Caoa Chery Tiggo 5X e Tiggo 7 Sport | Fluido CVT especificado pela montadora |
Na dúvida sobre o seu carro, identificamos o câmbio pelo chassi antes de qualquer serviço.
Sinais de que o CVT precisa de troca de óleo
- Trepidação ao sair, como se o carro “tremesse”, principalmente em subida
- Efeito elástico: o motor sobe de giro e o carro demora a responder
- Zumbido ou chiado que aumenta com a velocidade
- Perda de força em subidas e retomadas
- Alerta de temperatura da transmissão no trânsito parado ou depois de serra
- Câmbio entrando em modo de proteção
Quer entender melhor? Leia o guia o que é câmbio CVT e o post sobre câmbio automático patinando.
Filtro do CVT: cada fabricante tem o seu procedimento
- CVT Jatco (Nissan, Renault, Mitsubishi): trocamos o filtro refil lateral e, com o cárter aberto, lavamos o filtro do cárter, que é lavável.
- CVT Honda de segunda geração: trocamos os dois filtros, o do cárter e o do trocador de calor.
- Toyota: abrimos o cárter e trocamos o filtro.
- Demais CVT: o procedimento é definido no diagnóstico, conforme o câmbio.
De quanto em quanto trocar o óleo do CVT
| Uso | Intervalo que recomendamos |
|---|---|
| Normal (cidade e estrada, sem excessos) | a cada 60.000 km |
| Severo (aplicativo, trânsito diário, carga, terra, serra) | a partir de 40.000 km |
Na Grande Vitória, o uso severo é a regra e não a exceção: calor o ano todo, Terceira Ponte, Rodovia do Sol e BR-101 no horário de pico. Se o seu carro nunca trocou o fluido do CVT e já passou dos 60 mil km, é hora de avaliar.
Como fazemos a troca de óleo do CVT na CambioLube
- Diagnóstico gratuito com scanner e análise do fluido. Se o CVT já tiver desgaste mecânico, você fica sabendo antes de gastar.
- Identificação do câmbio pelo chassi e escolha do fluido exato.
- Troca completa por máquina, e não só a drenagem pelo bujão, que deixa boa parte do fluido velho dentro do câmbio.
- Filtro conforme o fabricante: refil, lavável ou troca no cárter.
- Nível conferido na temperatura certa, como cada fabricante exige.
Atendemos clientes de Vila Velha, Vitória, Serra, Cariacica e de todo o Espírito Santo na nossa oficina em Itapuã.